Economia Azul · 4 de setembro de 2026
Imagem ilustrativaSem cadeia fria e sem rastreabilidade, o pescado perde valor entre o desembarque e a primeira venda. É esse intervalo que a frente de qualidade do ecossistema ProPesca pretende ocupar.
O modelo prevê estrutura laboratorial de apoio, protocolos de recepção e classificação, controle de temperatura ao longo do transporte e registro de origem por lote — condição prática para qualquer conversa sobre certificação e mercado formal.
O contraste com os dados de exportação sustenta a prioridade. Três estados respondem por 98% do valor exportado de tilápia — Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul —, e nenhum estado do Norte ou do Nordeste aparece nessa rota, embora ali esteja a maior concentração de pescadores do país.
A imagem que acompanha a matéria é conceitual: representa o padrão de laboratório pretendido, não uma instalação em operação.
Fontes
- Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026 — Peixe BR — Ano-base 2025. Produção de peixes de cultivo e valor exportado de tilápia por estado.
- Material institucional do Instituto ProPesca Brasil — Painéis de ecossistema, governança e identidade fornecidos pela coordenação. Estruturas descritas são de projeto; as cenas são representações conceituais.